Farofa com Classe

26.3.12 •♥ Sra. N ♥• 7 Comments

Semanas atrás aproveitamos um final de semana na praia. Estávamos mais que precisando descer a serra. Desconectar da loucura de Sampa, colocar pé na areia, ouvir o mar, curtir a maresia, descansar, tomar sol, tirar o mofo...

E assim fizemos. Só a volta nos ferrou com o trânsito, e oque normalmente fazemos da porta do prédio de lá a nossa porta aqui em no máximo 1 hora e 10 minutos, levou quase 4 horas... mas acontece né! Na próxima no lugar de voltar no começo da noite de domingo, só volto para trabalhar direto na segunda!

Mas o pq dessa postagem? Pra falar que eu não gosto de consumir (salvo sorvete) as coisas que venham de ambulantes desconhecidos.

Aprendi isso com minha mãe, e a praia foi nosso reduto durante muitos anos, até nos finais de semana de inverno estávamos lá, a família toda. Sempre aproveitando.

Até arrisco um peixe ou um espeto de camarão numa barraca da praia, mas porque já conheço a dona dela de muitos outros carnavais mais de 20 anos e confio na limpeza, de resto, eu prefiro levar minha própria "farofa".

Logo cedo, depois de um turbinado café da manhã, descemos munidos de bolsa térmica levando água, suco, cerveja, gêlo artificial, iogurte, alguma fruta, amendoim.

Mas la perto da hora do almoço a fome aperta, e não queremos sair da praia, então eu volto pro apto e faço algo no improviso.

Dessa vez foi mini kibe assado, batatas noisettes assadas, e como eu gosto de milho (Sr. N não - e tenho medo da água onde o ambulante cozinha o dele), abri uma caixa de milho em conserva, drenei a água, esquentei no microondas (fora da caixinha) por 2 minutos, voltei ele pra caixa, coloquei uma colher de sobremesa de manteiga, sal, mexi, esperei derreter, e a caixa ainda fez ele chegar na praia morno.


O a farofa ai prontinha no nosso carrinho/porta cadeiras que vira mesinha (super recomendo um carrinho desses se vc gosta de praticidade na praia)
O milho ficou gostoso. No pote fechado era o kibe e um restinho de torta de frango que levei de SP, e o pote com as batatas crocantes e quentinhas.

Lógico que tudo isso é válido se vc depois não deixar lixo nenhum quando partir. Precisa ter cuidado. Pois canso de ver pessoas que vão embora e largam todo lixo na areia, não sabem que a maré sobe carrega tudo? e que essa atitude só atrai mais pombos (o rato moderno) para a praia?

Por mais que eu adore praia, minha família sempre teve algum QG no litoral paulista, algumas coisas me chateiam.

Então vamos para alguns "MOMENTO VERGONHA ALHEIA":

Futebol! porra meu, tem que jogar bola bem perto das famílias no guarda sol? é um tal de macho correndo pra cá, pra lá, levantando areia, se grudando, gritando...

Deveriam ter mais "simancol" e deixar pra jogar a bola la pro fim do dia que tem menos gente, ou escolher algum local com menos famílias, se a praia é pequena por exemplo sempre tem um canto vazio #fato;

Sorveteiro sempre fez parte da farofa praia,  #adoro. Na minha infância nossa família chegava a fazer "conta diária" pra pagar o consumo da molecada só no final do dia com o vendedor... mas acontece que agora a quantidade deles multiplicou por conta das diversas marcas conhecidas e Talibã também.

Então alguns inventaram o uso da buzina (igual a do chacrinha) pra chamar atenção. Fala sério né? o cara passa o dia empurrando o comércio dele e buzinando. Um deles me deu vontade de falar: "moço só compro o sorvete se a buzina vier junto" - pra não dizer outra coisa.

Oque um cara desses não percebe é que quase 80% daquelas pessoas são paulistas e já aguentam buzina na capital o dia todo, então quando chegam a praia só querem relax e OUVIR O MAR, e não mais um sorveteiro buzinando na orelha deles.

Comércio extra Sinto falta de quando a praia só havia sorveteiro, vendedor de cocada, raspadinha (AMO! mas não vejo mais), e o resto vc que se virava em ir as barracas no calçadão comprar para comer. Agora toda hora tem alguém passando por vc oferecendo amendoim, espetinho de camarão, queijo de coalho (adoro mas odeio a fumaça), até vendedor de livro de poesia encontrei dessa vez, ai se vc tiver filhos passa o dia dizendo não a eles e aos vendedores e aguentando o choro.

Fora o vendedor de vestidos, saídas de praia, que insiste em parar aquela barraca enorme de roupas penduradas, bem na sua frente. Se vc não tiver filhos só vai perder o vista pro mar, mas se tiver filhos nessa hora vai perder o olho que tava dando a distância no pequeno que foi la buscar um pouco de água no baldinho.

E as mulheres sempres vão a barraquinha ver as roupas (me incluo nessa) e nunca compramos nada, pq? pq tudo que o cara ta vendendo lá, nós encontramos aqui na Zépa e no Brás por metade do preço. E ele fica la o dia todo não vendendo quase nada só atrapalhando o visual.

Pais folgados Os pais carregam os filhos a praia, mas não querem ter o trabalho de tirar a bunda da cadeira, ai deixam os pequenos, ou nem tão pequenos entrarem no mar, mas não ficam olhando. As crianças vão pela correnteza e quando os pais se ligam ou eles estão muito no fundo, ou longe. Ai os irresponsáveis no lugar de levantar, entrar na água e agir como pais não. Ficam da beira, berrando, assoviando e gesticulando.

Farofeiros respeito que muitas pessoas não tem condição de passarem o final de semana todo na praia, e muitas trabalham aos sábados também, sobrando apenas o domingo para fazer um bate e volta. Já fiz muito isso, mas tudo é questão de educação.

Oque mais tenho visto são pessoas sem o mínimo costume de praia, que descem aos domingos sem nenhuma aparato, então chegam na areia, esticam uma toalha, sobre ela colocam comes, bebes, roupas, sacolas e alugam guarda sol e banquinhos na barraquinha do calçadão.

Largam as crianças pequenas sem nem uma sunga ou a parte de baixo do biquíni, la sentadas na areia suja, comendo porcaria chorando, enquanto os adultos falam alto pq beberam demais e começaram a ficar surdos pelo álcool.

Ai, quando vão embora, largam todo o lixo do consumo lá, e sem cerimônia nem vergonha disso. Outros, ou já que não podem parar o carro perto, levam aquele maldito alto falante que toca mp3 e coloca a música que só ele gosta, bem alto, incluindo vc naquele mundo que não queria. O mar mesmo ninguém quer ouvir.

Nessa última ida, cheguei até a presenciar um grupo que levou a sério a propaganda do canal de tv e o colchão inflável foi para a praia. 



Esse colchão é ótimo, eu tenho um também (que aliás é onde dormimos no apê da praia pra evitar colchão com cheiro de guardado), MAS levá-lo pra areia e para o mar não tem cabimento. Pior que isso só aquela SUPER boia feia de câmara de pneu de caminhão que a criança nem tem tamanho para segurar e fica derrubando os outros. Vamos combinar que isso é bem deselegante.

Só sei que a praia de antigamente me interessava mais, aquela onde as crianças brincavam livremente, você poderia montar o guarda sol, cadeiras, deixar tudo la e sair pra dar uma caminhada (tenta fazer isso agora, quando voltar garanto, nenhuma peça de alumínio estará mais lá te esperando), onde existia menos desemprego, então não haviam tantos oportunistas na areia querendo te empurrar algo.

Uma coisa foi ótima nessa descida a praia, a falta de pessoas na areia, pois a disputa por espaço é algo que me irrita na alta temporada.



Faço planos de morar na praia quando me aposentar.

Estou la no Mosaico da Re, Casa Corpo e Cia. Vem visitar lá



7 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Adorei este post...é bem isso mesmo! Por isso q eu gosto de viajar só com a minha família (eu, marido e filhos)...pq se vc vai com um q é mais folgado, vc só se estressa. O q eu levo de casa é muita fruta, suco e bolachinhas pras crianças...acabou...colocamos tudo no saquinho e lixo! Brincadeiras tb...nem levo bola pra praia...pq detesto levar boladas então não gosto q meus filhos façam o mesmo. às vezes parece q é chato, mas é questão de bom senso, melhora a convivencia e todos saem felizes...a gente faz a nossa parte.
    Voltamos pra casa, banho em todo mundo, churrasquinho, um arroz, saladinha e ta tudo ótimo! Ai, ai...me deu vontade de descer agora...bjokas amiga e boa semana!

    ResponderExcluir
  2. oi, Sra. N:
    Concordo em gênero, número e grau !! Levo lanchinhos para comer com as crianças (q hj não são tão crianças assim) pois são beeem mais saudáveis e depois faço minha parte (lixo no saquinho e fora da praia)...Mas o resto tô cansada de presenciar...a música ouvimos em Sampa mesmo, no carro ao lado - q tbém é um absurdo !!! As janelas abertas com o som nas alturas: ninguém merece, não é mesmo ???
    Bola na praia e cachorro, então... é o fim !!
    O q eu sempre digo pro marido: aqui o q falta é educação do povo e respeito pelo próximo...Fazer o q ne ?? Praia é praia....nem dá para reclamar !!
    bj

    ResponderExcluir
  3. Concordo com vc em tudo, pena que moro tao longe da praia, e quase nunca ou que eu nem tenho tido ou coisas assim.
    XerÜ

    ResponderExcluir
  4. Nem consegui chegar ao final direito, só fiquei aqui pensando, que chata essa Sra N, falando de praia aqui pra caiçara casada com carioca e há mais de mil quilometros da praia...e descer era tão simples...rs feia, boba e chata...ahahahah

    Mas tirando a parte do "corno caiçara" que achei um pouco pesado demais (sem falso moralismo, mas soou um tantinho preconceituoso) concordo que a praia da minha infância e adolescência era muuuiiiito mais bacana. Montávamos as cadeiras e o guarda sol (ou barraca como diz o carioca aqui de casa) e saíamos caminhando beeeem longe, eu e minha avó, quando voltávamos, estava tudo lá, inclusive a sacolinha plástica com dinheiro enroladinho, óculos e elásticos de cabelo que ficava amarrada nas ferragens do guarda sol...

    ResponderExcluir
  5. Nem consegui chegar ao final direito, só fiquei aqui pensando, que chata essa Sra N, falando de praia aqui pra caiçara casada com carioca e há mais de mil quilometros da praia...e descer era tão simples...rs feia, boba e chata...ahahahah

    Mas tirando a parte do "corno caiçara" que achei um pouco pesado demais (sem falso moralismo, mas soou um tantinho preconceituoso) concordo que a praia da minha infância e adolescência era muuuiiiito mais bacana. Montávamos as cadeiras e o guarda sol (ou barraca como diz o carioca aqui de casa) e saíamos caminhando beeeem longe, eu e minha avó, quando voltávamos, estava tudo lá, inclusive a sacolinha plástica com dinheiro enroladinho, óculos e elásticos de cabelo que ficava amarrada nas ferragens do guarda sol...

    ResponderExcluir
  6. Se se sentiu ofendida Fernanda peço desculpas, mas o chamei de corno no sentido da chatice que ele estava fazendo na praia com o barulho que todos ja aturam na capital.

    Tudo bem poderia tê-lo chamado de "sorveteiro corno" mas a categoria tb se sentiria ofendida, então corno anônimo acho que fica melhor né?

    Não foi preconceito, foi xingamento mesmo. Como eu chamo de corno e outros palavrões outras pessoas no trânsito por exemplo.

    ResponderExcluir
  7. Olá Sra. N. Como vai?
    Bom, tenho experiência em lidar com praia e gente folgada nela desde que nasci. Eu nasci em Santos e morava bem na frente da praia no canal 3, para quem não conhece é como chamamos a Avenida Washington Luíz. Quando fiz meus 15 anos (adolescente impaciente e enjoada) torturei meus pais para que fossemos morar longe dos "paulistas chatos e folgados" que sempre aparecem na temporada. É incrível como tem pessoas que não se situam. Em final de ano era um caos, até carro estacionado na saída da nossa garagem tinha, e para achar o dono que estava no meio da muvuca vendo os fogos? Impossível! Já cheguei a arrumar algumas brigas com gente assim. Chamava a polícia e tudo. Sobre a praia em sí, perdí a vontade de frequentar aos 16 anos por causa de gente assim, folgada e espaçosa. Em Santos tem horário e lugar para tudo. Tem horário que não se pode jogar futebol e outros não pode jogar volei. Disso eu gostava, mas quem disse que "paulista folgado" entende??? Que nada, da última vez que estava em frente a minha casa, só que na areia, um grupo de rapazes mal educados de Santo André (ví na placa do carro deles) começaram a jogar futebol sem dar a mínima para umas senhoras que estavam na areia e eu.Fiquei p$#@ da vida quando ligaram o som do carro com a porta do porta malas aberto; nunca mais fui à praia em temporada mesmo morando em frente a ela. Depois de 2 anos fomos morar na cidade vizinha, Cubatão. Cidade tranquila, não me arrependo, estamos aqui a 15 anos!
    Agora, que fique bem claro "paulista folgado" existe e aos montes, mas também existem pessoas conscientes e que respeitam o espaço dos outros. esses são super bem vindos à Baixada Santista.
    Um grande abraço Sra. N. e venha sempre à Baixada Santista.

    ResponderExcluir